Waldo Semon não pretendia mudar o mundo moderno. Ele só queria um polímero que grudasse no metal.

Nascido em Demopolis, Alabama, em 1898, Semon era químico com doutorado pela Universidade de Washington. Em meados da década de 1920, ele trabalhava para a BF Goodrich Company em Akron, Ohio. O cenário industrial estava mudando. A borracha era rei, mas os cientistas lutavam por alternativas.

Houve um problema com cloreto de polivinila. Conhecido como PVC desde 1872, era um pesadelo trabalhar com o material. Foi incrivelmente rígido. Frágil. Inútil para a maioria das aplicações além da tubulação básica, que ainda não era um grande mercado. Se você tentou dobrá-lo, ele quebrou. Se você tentasse moldá-lo, ele racharia.

O objetivo de Semon era mais simples. Ele queria criar uma substância emborrachada que pudesse se unir efetivamente a superfícies metálicas. Ele estava fazendo experiências com solventes de alto ponto de ebulição para desidrohalogenar PVC. O processo pretendia remover certos elementos para amolecer o plástico.

Funcionou. Muito bem.

Em 1926, Semon produziu uma versão flexível e inerte do polímero. Ele não apenas tornou o PVC gerenciável. Ele inventou o policloreto de vinila plastificado.

O Nascimento de Koroseal

Esta não foi apenas uma curiosidade de laboratório. Era a chave para a viabilidade comercial.

Antes da descoberta de Semon, o PVC era uma raridade científica. Depois, virou mercadoria. Goodrich registrou o material como Koroseal. Eles os transformaram em vedações de amortecedores para veículos. Eles o usaram para isolamento de fios elétricos. Eles revestiram um pano para torná-lo à prova d’água e durável.

A mudança foi enorme. O plástico não era mais apenas uma casca dura e quebradiça. Poderia ser suave. Poderia ser flexível. Poderia ser plástico no verdadeiro sentido da palavra.

Um pivô em tempo de guerra

A influência de Semon não parou no plástico. As décadas de 1930 e 40 foram uma década de intensa competição na ciência dos materiais. A borracha natural era escassa. A situação geopolítica na Ásia significava que as linhas de abastecimento eram frágeis. Os EUA precisavam de um substituto.

A liderança técnica de Semon durante a Segunda Guerra Mundial resultou no desenvolvimento da borracha de estireno-butadieno (SBR). Esta borracha sintética substituiu a borracha natural em muitas aplicações. Você ainda pode encontrá-lo em pneus de automóveis hoje. É o mesmo homem que tornou o PVC flexível e que também ajudou a construir a espinha dorsal da cadeia de abastecimento automóvel moderna.

Por que é importante agora

Consideramos os plásticos flexíveis um dado adquirido. Embrulhamos nossos alimentos em filme de PVC. Passamos cabos Ethernet pelas nossas paredes. Dirigimos com pneus que contêm borrachas sintéticas desenvolvidas a partir de necessidades de guerra.

A história de Semon é um lembrete de que a inovação muitas vezes parece um erro. Ele estava tentando conseguir uma coisa – ligação ao metal – e tropeçou em um material que definiria o próximo século de fabricação.

Ele morreu em Hudson, Ohio, em 1999. O plástico permanece.